2ª Temp. #07

Financiamento e modelo de organização de transporte, com Daniel Caribé, João Nunes e Vitor Mihessen

No sétimo episódio da segunda temporada da série Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o administrador público Daniel Caribé e os ativistas João Pedro Martins Nunes e Vitor Dias Mihessen. Daniel é autor do artigo “Financiamento do transporte coletivo soteropolitano: o melhor exemplo da falência de um modelo” e João e Vitor de “O pacto e o impacto dos transportes: mediocridade e mortandade na mobilidade urbana do Rio de Janeiro”, publicados no “Mobilidade antirracista”, livro inspira esta temporada. Conversamos sobre a segregação espacial nas capitais baiana e fluminense, o papel da mobilidade para aprofundar essa divisão, o financiamento do transporte e o peso desse fardo para a população, a gestão privada da mobilidade, as mortes provocadas por essa privatização e segregação e os caminhos para tornar possível um transporte bom e barato.

Soteropolitano e militante do direito à cidade há quase duas décadas, além de administrador público de formação e de profissão, Daniel defendeu em 2019 a tese “Tarifa zero: mobilidade urbana, produção do espaço e direito à cidade” no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É pesquisador dos grupos Lugar Comum (da Faculdade de Arquitetura) e Espaço Livre (do Instituto de Geociências, ambos da UFBA) e um dos coordenadores do Observatório da Mobilidade Urbana de Salvador.

De Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, o João é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, cofundador do Expresso 2222 Podcast e alumni do Programa de Trainee de Gestão Pública do Vetor Brasil, atuando com políticas públicas educacionais em Sergipe. Além disso, é membro do Conselho de Governança da Casa Fluminense.

Já o Vitor é de Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro. Economista pela UFRJ e mestre em Ciências Econômicas e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental na Universidade Federal Fluminense, ele é um dos coordenadores e fundadores da Associação Casa Fluminense.

O conto da abertura, e a sua interpretação, é da poeta-slammer, ativista e educadora social Nívea Sabino, autora de Interiorana, graduada em Comunicação Social, articuladora da Roda BH de Poesia e mulher pioneira nas competições de Poesia Falada – Slam’s, em Minas Gerais. É membra fundadora da Academia Nova-Limense de Letras e, em 2019, foi cocuradora do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, com a temática #NarrativasVivas, e jurada do Prêmio Jabuti 2020 na categoria Poesia.

Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.