Série papo livre: desenhando raça, gênero e transporte

Mulheres negras ou não brancas são maioria entre quem usa transporte coletivo em São Paulo hoje, de acordo com dados sobre desigualdade de gênero e raça no país. Além de pagar o valor abusivo das passagens, viajam submetidas a condições precárias do sistema, que são consequências de uma visão do transporte que não trata usuários como pessoas e sim como números.

Do lado oposto, a maioria dos que definem as políticas de transporte são homens brancos – que não dependem de transporte público para se deslocar. A precariedade do transporte coletivo é reflexo de um sistema que aprofunda as desigualdades de raça e gênero. Corpos diferentes têm condições distintas ao se moverem pela cidade.

Os lucros e ganhos políticos ficam para uma minoria e o cansaço, a superlotação, a demora e os aumentos da tarifa são jogados nas costas de pessoas negras e mulheres.

 

Sobre o tema, leia também a dissertação de mestrado de Haydée Svab: Evolução dos padrões de deslocamento na região metropolitana de São Paulo: a necessidade de uma análise de gênero.

 

 


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