Um Estado que mata pretos, pobres e periféricos

Número de mortes de jovens negros e pobres no estado de SP bateu o recorde em 2017, alcançando o maior índice em 25 anos. Narrativa da “guerra às drogas” combinado com o racismo e o classismo que estruturam a sociedade brasileira, legitimam e banalizam estas mortes

 

Por FRL 

No mês em que se celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Brasil possui um alarmante número: a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país. Grande parte destas mortes têm o Estado, representado pela Polícia Militar, como responsável. Para problematizar esta questão, a FRL promove nesta terça, 18 de dezembro, debate de lançamento do Ponto de Debate nº19 Um Estado que mata pretos, pobres e periféricos, de autoria da jornalista Tatiana Merlino.

A publicação visa refletir sobre o impacto da violência policial para a população negra no Brasil, com foco no estado de São Paulo, o que reflete como o país ainda vive sob a égide do racismo e do classismo, resquícios de seu passado colonial e escravocrata. Questões como a resistência à estas mortes, o crescente encarceramento de homens e mulheres negras e a ausência desta pauta em grande parte da esquerda no Brasil também são debatidas no periódico.

O debate de lançamento contará com a presença de Douglas Belchior, professor e ativista da Uneafro; Francilene Gomes Fernandes pesquisadora e familiar de vítimas do Estado; e Paulo Malvezzi, integrante da Pastoral Carcerária. A mediação será de Christiane Gomes, da FRL.

 

SERVIÇO

Debate de Lançamento Ponto de Debate n.19 – Um Estado que mata pretos, pobres e periféricos
Quando: 18 de dezembro de 2018 – a partir das 19h
Local: Galeria Metrópole – Av. São Luís, 167 – 2ª sobreloja – Sala 10 – República
Próximo ao metrô República


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